
Altos investimentos em processos de Transformação Organizacional que fracassam
Segundo os dados da BCG – Boston Consulting Group – publicados em 2020, as organizações investem cerca de U$5.5 trilhões em diversos cenários de transformação com baixo retorno e pouco sucesso. Alguns números que nos ajudam a compreender melhor essa situação estão destacados na tabela abaixo:

Altos Investimentos em Transformação Organizacional que fracassam
A nova visão e approach de Change Management para as Transformações Organizacionais
Os dados mostram claramente que os investimentos são altos e estão acontecendo, porém os resultados não são atingidos quando se trata de Transformação Organizacional.
As organizações não devem se orgulhar em investir tanto dinheiro para melhorar sua eficiência, potencializar seus serviços no mercado, aperfeiçoar o atendimento e relação com seus clientes, sem atingir o resultado esperado. Afinal, a maioria das iniciativas de Transformação Organizacional, esteja ela relacionada à Digitalização, M&A, Transformação Cultural ou de Processo ou Restruturação, é fruto dos pilares estratégicos definidos e alinhados pela Alta Liderança como parte da Visão de Futuro. Isso quer dizer que são iniciativas relevantes e de extrema importância ao negócio da empresa. Na sua grande maioria, visam impulsionar o contínuo crescimento e desenvolvimento para que a organização prospere no mercado em que atua.
Por isso, é importante ter um olhar diferenciado em como desenhar, conduzir e implementar as Jornadas de Transformação Organizacional. Compreender as causas e barreiras que impedem o sucesso é fator crítico, pois ajudará a ressignificar o modelo para adotar abordagens e estratégias mais eficazes.
Em linha com as causas que dificultam o sucesso das Transformações Organizacionais, a Prompta organizou e destacou 4 principais barreiras que bloqueiam ou impedem o sucesso das iniciativas. São elas:
- Falta de insights baseados em dados: a Gestão de Mudanças tradicional carece de insights baseados em dados que líderes e equipes precisam para tomar decisões.
- Desalinhamento dos Stakeholders: a incapacidade de compreender as necessidades dos Stakeholders dificulta a mudança transformacional.
- Alocação ineficiente de recursos em Gerenciamento de mudanças: a gestão de mudanças exige muitos recursos que, por vezes, leva ao uso incorreto ou ineficiente dos mesmos.
- Métodos desatualizados de prontidão organizacional e sucesso a longo prazo: a dependência de ferramentas e manuais desatualizados baseados em padrões estabelecidos, bem como táticas de mudança tradicionais que não permitem a prontidão do negócio e nem sustentam valor.
A Horus está 100% de acordo com todas elas e enfatiza um tópico nessa lista relacionado à importância do perfil consultivo dos profissionais que estão liderando as Transformações Organizacionais, seja do líder do negócio, PMO ou da equipe de Change Management. É prioritário mudar a forma de atuar para, de fato, ter sucesso na Jornada de Transformação Organizacional.
Detalhamos as principais capacidades do perfil consultivo que os profissionais que lideram mudança e transformação nas empresas deveriam desenvolver:
- Capacidade de realizar um diagnóstico detalhado inicialmente e conceber o desenho da Jornada de Transformação de acordo à cada necessidade e realidade (solução customizada) e não por meio de abordagens, métodos e conceitos padrões.
- Capacidade de liderar pessoas para serem consideradas, de fato, como prioridade número 1 nos planos, ações e atividades definidas e não apenas um espectador do processo.
- Capacidade de entender o negócio da organização, para que o propósito da iniciativa esteja refletido na solução e decisões de forma a dar coerência e sentido.
- Capacidade de integrar e engajar equipes, para que possa atuar de maneira eficaz em cada Fase e momento da Jornada. Devem considerar tempo e dedicação do time para fortalecer as relações e interações.
Em linha com este novo paradigma, Tim Morton – cofundador da Prompta – escreveu sabiamente um artigo sobre o futuro de Change Management, quando se deparou com um blog que causou polêmica nos profissionais da área ao declarar a morte da Gestão da Mudança.
Tim analisa e discorre sobre o tema com uma visão otimista de evolução e necessidade de ressignificar o modelo de Gestão da Mudança Tradicional impulsionado pela IA (Inteligência Artificial).

Em destaque a nova visão de Change Management sendo potencializada pela IA Prompta
Tim relata que, já em 2018, percebiam uma dura verdade: “que as pessoas mais resistentes à mudança eram frequentemente os próprios líderes e gerentes da Mudança. A maioria se defendia e se apegava a metodologias antigas, estruturas rígidas, modelos genéricos e abordagens de engajamento ineficazes e intensivas em recursos.”
Frente a esse cenário, em 2018 a Prompta lança o Prompta AI para revolucionar a gestão de mudanças, tornando-a orientada por dados, direcionada e muito mais eficaz do que os métodos tradicionais.
Para Tim e a equipe da Prompta, o problema com a Gestão de Mudanças Tradicional reside em 4 armadilhas principais que podem ser potencializados e melhorados por meio da Prompta IA:
- Métodos universais baseados em modelos: modelos e estratégias genéricas que não conseguem abordar as nuances e particularidades das diversas iniciativas de transformação. Com IA se busca insights personalizados.
- Falta de insights em tempo real: os métodos tradicionais de mudança geralmente repetem estratégias anteriores com base em modelos genéricos em vez de insights baseados em dados. “Em vez de executar cegamente um plano de mudança universal, por que não adaptar estratégias para atender às necessidades específicas de diferentes equipes e funções?”
- Altos Custos e Demanda de Recursos: a gestão de mudanças tradicional é vista como custosa e intensiva em recursos, frequentemente produzindo resultados mensuráveis limitados. Ao automatizar com IA se reduzirá a carga de trabalho manual, acelerando a transformação e melhorando a adoção da mudança.
- Potencializar o papel dos líderes e o valor das equipes de Change Management: A mudança habilitada por IA não substitui os gerentes de mudança — ela potencializa o papel, permitindo que se concentrem em atividades estratégicas e de alto impacto, usando insights baseados em dados para orientar a transformação com maior precisão e eficácia.
Na visão futura e otimista da Prompta, o futuro da gestão de mudanças consiste em 3 palavras-chaves: inteligente, ágil e impactante.
Para Tim, a era das metodologias rígidas de mudança e abordagens padronizadas acabou. As organizações que continuarem apegadas a modelos desatualizados terão dificuldade para impulsionar a transformação no mundo complexo e acelerado de hoje. E deixa uma reflexão instigante: “As empresas já usam dados para impulsionar a tomada de decisões, então por que a gestão de mudanças não faria o mesmo?”
Aproveitando a reflexão do Tim Morton, deixamos uma questão provocativa para você: Como você visualiza o futuro da Gestão de Mudanças? É o fim ou apenas um começo de algo melhor e com mais significado?
Para ler na íntegra o artigo publicado em inglês por Tim Morton – cofundador da Prompta – clique aqui.
E para saber mais da parceria entre a Prompta e Horus, leia nosso artigo anterior: Como a Inteligência Artificial (IA) potencializa as Jornadas de Transformação Organizacional?